A desigualdade salarial das mulheres

Apesar de um onda forte no mundo da internet ter subido a tag #GIRLBOSS como uma representação de que a mulher é forte, poderosa e realmente a chefe. Por outro lado, os números não batem com a moda. Em 2022 as mulheres continuam ganhando menos que os homens, e a desigualdade salarial só subindo. Mesmo […]

Vitória Coimbra
17 de março de 2022
Desigualdade Salarial

Apesar de um onda forte no mundo da internet ter subido a tag #GIRLBOSS como uma representação de que a mulher é forte, poderosa e realmente a chefe. Por outro lado, os números não batem com a moda. Em 2022 as mulheres continuam ganhando menos que os homens, e a desigualdade salarial só subindo. Mesmo com os níveis de escolaridade iguais e até em cargos similares. Nesse post vamos te mostrar dados que comprovam esse fato. 

 

Os fatos da desigualdade

 

De acordo com o levantamento de dados da consultoria Idados, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, mulheres ganham cerca de 20% a menos que homens no Brasil. É como se cada ano as mulheres trabalhassem 74 dias de graça. Além disso, o Brasil é o 80º colocado em um estudo que mede a qualidade de vida para mulheres em 170 países, visando a inclusão, acesso à justiça e segurança. Outro dado relevante é que se continuar com as mesmas práticas, o Brasil irá levar 120 anos para alcançar equilíbrio de gênero na política. Atualmente, a taxa de representação feminina no Congresso brasileiro é de apenas 15% dos parlamentares, sendo que mulheres constituem 52,8% do eleitorado brasileiro.

Diante de tantos fatos, que são poucos tendo em vista o números de polêmicas que esse assunto gera, é revoltante como a população ainda é engessada e não consegue reconhecer a mulher como igual. A hashtag #GIRLBOSS de fato não condiz com a realidade das mulheres no meio empresarial. Nesse sentido, apresentando discrepâncias e injustiças que devem ser analisadas com mais atenção. Toda via, principalmente após toda a mobilização de corporações para parabenizar as mulheres pelo dia marcado no calendário. 

 

Outras dificuldades da desigualdade enfrentadas por mulheres 

 

Discriminação por gravidez

 

Existe um problema muito sério que as mulheres sofrem, além da diferenciação do salário, que é a discriminação por gravidez. É um fato que acontece muito antes da mulher ser contratada ou até mesmo pensar em ter um filho. De acordo com uma pesquisa realizada pelo VAGAS  intitulada “maternidade e mercado de trabalho”, 52% das mães que ficaram grávidas no último emprego passaram por alguma situação negativa no ambiente de trabalho. 

 

Existem alguns fatores comuns que as mulheres sofrem nesse momento, como por exemplo o preconceito. Mulheres já são inferiorizadas de uma forma geral no mundo dos negócios e quando demonstram uma mínima vontade em se tornarem mães, esse preconceito aumenta. A mulher tem direito a 4 a 6 meses de licença maternidade e salário maternidade, que é pago no período no qual a mulher necessita se ausentar para cuidar dos primeiros dias do bebê. Também, existe uma lei que assegura às mulheres, que diz que a partir do momento que a mulher descobre a gravidez ela adquire estabilidade, que dura até 5 meses do nascimento da criança. E mesmo com a lei, empresas demitem mulheres sem justa causa no momento da descoberta. Ou até mesmo, após o nascimento porém as empresas que não cumprem com a lei são obrigadas a recontratar ou pagar uma indenização para a mulher. 

 

E não para por aí, entenda a causa:

Uma das principais consequências que a mulher sofre diante desse preconceito, é a dificuldade de recolocação no mercado de trabalho após a gravidez. Após colocar a rotina em dia e se adaptar com o filho, a volta à vida ativa é necessária. Entretanto, a mulher escuta muitos nãos pois as empresas julgam que a mulher não vai conseguir dar seu melhor devido a gravidez recente. Existe uma plataforma chamada Contrate uma Mãe, que auxilia mulheres que acabaram de ter bebês e buscarem novas oportunidades. A plataforma permite que tanto mães quanto empresas se inscrevam e assim, promove a ligação entre ambas. 

 

Assédio no trabalho

 

Infelizmente mencionar que mulheres sofrem assédio no trabalho se tornou algo comum. Foi feito um levantamento pela empresa de recursos humanos Mindsight e mostrou que mulheres sofrem três vezes mais assédio sexual que homens no ambiente de trabalho. Mais uma desigualdade que podemos observar, mas, 97% sequer denunciam o crime. A pesquisa ainda revela que 34% das mulheres já sofreram assédio moral. Um dos principais motivos da vítima não denunciar ou buscar uma ajuda, é o medo de ser demitido. 

 

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Linkedin junto a  Think Eva, 58% das mulheres que ja sofreram com assédios sexuais no trabalho são mulheres negras. E 49% recebem apenas o salário mínimo. As regiões do Brasil que ganharam mais destaque foram Norte e Centro-Oeste, com 63% e 55%, respectivamente. 

 

Assédio nas redes sociais

 

O Linkedin utilizou sua pesquisa para concluir que 13,4% das mulheres afirmam ter passado por casos de assédios no próprio linkedin. O Facebook apareceu em primeiro lugar no ranking de redes sociais com maior possibilidade de contar assédio sexual, seguido de Instagram, Whatsapp, Twitter e Linkedin. 

 

Como amenizar o problema da desigualdade

 

Empresas que cuidam da mulher com igualdade e com seus direitos, são empresas conscientes que pensam no bem estar do próximo, que animam muito as mulheres pois, oferecem o reconhecimento e respeito que elas  merecem. Por isso, é tão importante citar, discutir e tornar pauta o dia internacional da mulher. São nesses momentos que conseguimos evidenciar cada vez mais nosso valor e importância no mercado. E assim, lutar cada dia mais para que tenhamos respeito e a valorização da maneira que merecemos. 

 

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